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Quadrinistas aproveitam onda favorável do mercado editorial para lançar trabalhos próprios

31/10/2014

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Impulsionados pelo sucesso do projeto MSP 50, que convidou novos artistas para propor releituras dos personagens de Maurício de Sousa, quadrinistas conseguiram se firmar no mercado com trabalhos próprios

“O mercado dos quadrinhos vem numa crescente desde 2007. Tanto no que diz respeito a novos talentos, quanto a lançamentos próprios”. A frase, dita pelo curador da Bienal em Quadrinhos, Afonso Andrade, encontra coro na voz do quadrinista e também curador Eduardo Damasceno. Parece ser um consenso o salto dado pelo mercado em meados dos anos 2000, que, além de diversificar sua produção, evoluindo das tirinhas de humor para roteiros maiores e mais elaborados, começou a dar espaço ao surgimento de novos talentos.

Um dos responsáveis por fomentar e dar cara a estes novos artistas foi o projeto MSP 50 - Maurício de Sousa por 50 artistas, que propôs, em 2009, releituras de 50 quadrinistas para os famosos personagens criados por ele. “Este projeto deu muita visibilidade a profissionais até então desconhecidos do grande público. A partir dele, vários quadrinistas tiveram espaço para lançar seus trabalhos”, comenta Damasceno.

Essa foi a trajetória do curador e seu parceiro Luís Felipe Garrocho, que tiveram a oportunidade de participar do projeto, com a releitura do Bidu, famoso cachorrinho do personagem Franjinha. A dupla despontou no universo das HQ`s, através do site quadrinhosrasos.com, onde ilustram com quadrinhos, famosos sucessos musicais. O site inspirou um projeto autoral, o livro Achados e Perdidos, lançado quando os dois quadrinistas foram convidados a participar do FIQ - Festival Internacional de Quadrinhos. “A participação no Festival foi muito bacana e rendeu um convite da Miguilim para uma segunda edição do livro e também para um novo projeto, o Cosmonauta Cosmo”, conta o quadrinista.

Profissão permite atuação diversificada

A dupla Damasceno e Garrocho escreve e desenha a quatro mãos, num formato que traduz um pouco da diversidade que o trabalho do quadrinista proporciona: a possibilidade de se trabalhar em grupo em todo o processo, ou então se especializar em apenas parte dele. “É bem dinâmico o trabalho do quadrinista. Tem o profissional que faz tudo, desde o roteiro até a finalização da arte, vivenciando o processo de forma mais solitária e tem aquele que trabalha em dupla, ou em grupos maiores, se especializando em cores, roteiro ou arte final por exemplo”, explica Afonso Andrade, frisando que independente da forma de trabalho, é essencial que a pessoa tenha noção da linguagem dos quadrinhos, que é uma linguagem artística autônoma.

Outra particularidade que a profissão oferece é a visibilidade para quem é ilustrador e pode, entre uma história e outra, atuar exclusivamente com ilustrações de outros livros, não necessariamente de histórias em quadrinhos. Estes novos caminhos abertos pela profissão funcionam muitas vezes, como incentivos para aqueles que desejam continuar na área. “Vejo o mercado se profissionalizando cada vez mais e vivendo um momento muito interessante: tem muito mais gente produzindo e publicando agora. Muitas vezes estes profissionais acabam fazendo o caminho inverso e começam ilustrando livros para depois, passar para os quadrinhos”, afirma Andrade.

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